quinta-feira, 15 de outubro de 2009

1º FEIRA DE ARTES, CIÊNCIAS E CULTURA































"RIO COREAÚ: Sobrevivendo aos Impactos Ambientais"
. Esse foi o tema da 1ª FEIRA DE ARTES, CIÊNCIAS E CULTURA do CEJA Gulherme Gouveia - Granja-CE. O trabalho desenvolvido contou com participação de Professores e alunos.
A abertura da Feira ficou a cargo do Diretor AVELAR SANTOS que discorreu sobre a importância do Rio Coreaú para nossa Região, contando com a participação ilustre das Superintendentes da 4ª CREDE. Em seguida, houve algumas apresentações de alunos. Assim, tivemos o Teatro de Fantoches com a temática: "Falando água"; a participação do Coral da Escola, cantando o Hino do CEJA; a apresentação da Poesia de Pe. Osvaldo Chaves "A Granja dos Séculos", declamada pela aluna Rosinete Neres. Encerrando o Evento aconteceu a apresentação do ex-aluno, compositor e cantor Chico Costa que deliciou o público presente com belíssimas músicas de nossa MPB - em voz e violão.
Nas salas de aula foram montados stands que mostravam as belezas e as riquezas do Rio Coreaú, além dos impactos ambientais que ele sofre diariamente, ao longo dos anos.
















No Laboratório de Informática foram apresentados vídeos referentes à enchente ocorrida na nossa cidade, em maio de 2009.
Naquela oportunidade, recebemos alunos visitantes de várias Escolas Municipais e Estaduais, acompanhados de uma comitiva de Professores, bem como a visita da Comunidade local.















Algumas curiosidade e lendas do nosso Rio Coreaú:

A LENDA DA PIRIQUARA

Piriquara é um dos pontos do Rio Coreaú situada a mais ou menos três quilômetros da Sede do Município de Granja, hoje muito apreciado pelos banhistas que para lá se dirigem em busca de lazer e para apreciar a beleza da paisagem das matas ciliares, as águas limpas e profundas que formam o referido poço no nosso Rio.

Em épocas passadas, quando a Piriquara ainda era quase inexplorada em virtude do difícil acesso, contava-se histórias misteriosas acerca daquelas águas. Uma das mais faladas e comentadas por todos era a Lenda da Mãe D'água. Segundo alguns pescadores que aqui viveram no final do século XIX e início do século XX, como é o caso do pescador Inácio Pereira Miranda que viveu entre os anos de 1850 a 1930, seu filho Abel Pereira, de 1870 a 1950, e outros mais recentes, como é o caso do Senhor Joaquim Damião, muitos afirmavam que ele tinha um pacto com a Mãe D'água, pois era o único pescador que todos os dias pescava os melhores peixes e em maior quantidade, enquanto que os outros mal pescavam um almoço “raso”.

Essas pessoas afirmavam que em noite de lua cheia aparecia uma jovem muito bonita, de longos cabelos verdes e brilhantes que se refletiam na luz da lua, sentada em uma pequena rocha à porta de sua gruta sub-aquática a mirar-se em um pequeno espelho de cabo longo e a pentear seus lindos cabelos, cantarolando sempre uma estranha canção que, de acordo com a lenda, quem a ouvisse ficaria encantado. Por esse motivo todos os pescadores pescavam de ouvidos tampados com chumaço de algodão. Diziam que nessa noite ninguém pescava nada, com exceção do senhor Joaquim Damião.
Essa lenda atravessou os séculos, passando de boca em boca, de geração em geração. Somente a partir dos anos 70 é que se deixou de falar na lenda da Piriquara, até mesmo porque o poço não tem mais a profundidade que tinha antigamente.

O GEMIDO DO RIO

Conta o povo mais velho que o Rio Coreaú, em épocas de cheia, costuma soltar certos gemidos, anunciando tristemente os afogamentos que vão ocorrer no período. Tantas vezes ele solte os gemidos quantos serão os afogamentos que vão ocorrer.

Certo dia uma pessoa que não acreditava em tal história estava apreciando o deslizar das águas torrenciais do Rio Coreaú, quando de súbito ouviu um certo barulho vindo de seu leito que se assemelhava a um gemido um tanto horripilante, o que fê-lo acreditar na crendice popular dos “gemidos do rio”. Concluiu de imediato que o rio estava anunciando um próximo afogamento, fato que veio a ocorrer no período carnavalesco do ano de 1996, cuja vítima foi um sobrinho seu.

Até hoje o rio continua a gemer, alertando aos banhistas que tomem cuidado para não se aventurarem em suas águas correntes.

LENDA DA SOLHA (MELUSA)

Os pescadores contam que Nossa Senhora querendo atravessar a Maré perguntou a um peixe que ali estava:

- Solha, a Maré enche ou vasa?

E ela, ao invés de responder, arremedou-A, ficando de boca torta para sempre como castigo de sua malcriação.

O Siri presenciando toda essa cena ofereceu-se para atravessar Nossa Senhora sobre seu casco e, como recompensa, ficou com Sua imagem gravada em suas costas.

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PRODUÇÕES TEXTUAIS DE ALUNOS SOBRE O RIO COREAÚ:

A IMPORTÂNCIA DO RIO COREAÚ PARA A NOSSA SOCIEDADE


Em nosso rio há uma lembrança inesquecível, pois acima do mesmo tem a “Ponte Metálica”, um ponto histórico de Granja, onde antigamente passavam os trens. A imagem é refletida pelas águas que banham a nossa cidade.
A água do nosso rio faz parte da nossa vida, sendo usada para o processo de uso em geral, como também para a sobrevivência de várias famílias que pescam e assim sobrevivem. O nosso rio, há alguns anos atrás, servia como ponto de lazer para muitos granjenses e visitantes. Hoje, já não é mais tão frequentado, visto que a enchente recente que houve, em Granja, acabou toda sua beleza.

Terezinha - Turma A - nº 29.
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A IMPORTÂNCIA DO RIO COREAÚ PARA NOSSA COMUNIDADE

O
Rio Coreaú tem grande importância para nós. É através desse rio que a maioria dos granjenses tira sua alimentação. Os lavradores, as donas de casa precisam muito da água dele diariamente. O Rio Coreaú é muito rico em água potável e nós precisamos dela para usarmos em tudo que fazemos, tais como: cozinhar alimentos, lavar utensílios, regar plantas e também para bebermos.
O Rio Coreaú tem também grande importância, na área de lazer, e atrai muitos banhistas e turistas.

Filomena - Turma B
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A IMPORTÂNCIA DO RIO COREAÚ PARA NOSSA COMUNIDADE

O Rio Coreaú é muito importante para a nossa cidade, além de trazer vários benefícios à Comunidade. Muitas famílias vivem às margens desse rio e sobrevivem graças a ele. É um rio muito extenso. Ele abastece toda a cidade e, por conseguinte, é muito importante para nós.
O Rio Coreaú, junto com a Ponte Metálica, é um dos pontos turísticos de Granja. Com a ajuda do SAAE, todos os dias suas águas chegam a casa de cada um dos granjenses.

Esse rio nasce na ladeira de São Pedro, na Ibiapaba, passa por Granja e deságua no mar - em Camocim. É navegável por pequenas embarcações. Ao longo dos anos surgiram vários nomes para o nosso rio: Córrego, Curiaú, Comedouro dos Curiós ou Viveiros dos Curiós (pequenos patos de água doce). Junto a sua margem, dentro da cidade de Granja, fizeram várias construções. Dentre elas, a mais importante foi a Ponte Metálica Lima Brandão, construída sobre o Rio Coreaú, que é o símbolo de Granja.
Na avenida Beira-Rio fica o nosso maior e melhor clube, o Arrudão - e balneários.
Na falta do rio não teríamos nada, pois o Rio Coreaú é uma das nossas grandes riquezas.

Francisca Alves - Médio B
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ENCHENTE

A cidade de Granja no começo de maio deste ano passou por grandes aflições. Uma enchente devastadora abalou o município, deixando inúmeros desabrigados. Em função da enchente muitos bens foram perdidos, inclusive parte do material escolar do CEJA Guilherme Gouveia.
Fiquei muito triste quando cheguei à minha Escola e vi quase tudo perdido. Mas no final, com as bênçãos de Deus, tudo deu certo. Hoje, o CEJA já voltou a funcionar normalmente.
Espero - e tenho Fé - que nossa cidade não venha a passar por mais uma aflição dessas.

Raimunda Aguiar
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ENCHENTE

Vou contar uma horrível tragédia que aconteceu aqui, em Granja, no dia 03 de maio de 2009. A cidade ficou alagada, muitas pessoas tiveram que sair de suas próprias casas porque não havia como ficar, indo para residências de familiares ou de amigos. Teve gente que foi para outros lugares e pessoas que perderam suas casas e outras coisas. Eu nunca tinha visto tanta água na minha vida. Tive que sair de casa porque onde eu moro fica próximo ao Arrudão, muito perto do rio. Muita gente ficou na sua casa, mas com água no quintal. Parte da população ficou sem energia. Para poder comprar alimentos, algumas famílias arriscavam-se a sair de barco, à rua, pois não tinham condições de atravessar a pé o aguaceiro.

Diana Rocha - Médio C
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A ENCHENTE EM GRANJA

No ano de 2009, em Granja, no Ceará, uma grande enchente atingiu a cidade, destruindo várias casas e pontos turísticos municipais. Há quem diga que isso foi castigo de Deus, ou também que foi revolta da Natureza contra o Homem devido à poluição ambiental.
As pessoas alagadas ficaram abrigadas em escolas, casas de parentes, recebendo ajuda do Poder Público local e de pessoas de bom coração. Nessa ocasião, perderam muitas coisas, utensílios domésticos, móveis, documentos.
Foi uma tristeza! Essa foi certamente uma das maiores enchentes dos últimos tempos.

Antonio Maurício Arruda Barros - Médio C
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ENCHENTE NA CIDADE DE GRANJA

As enchentes causam muitos prejuízos para a população, principalmente para as famílias de baixa renda, sem condições necessárias para enfrentar tamanhos estragos, não escolhendo a quem atingir, rico ou pobre. Todos sofrem com essa revolta da natureza.
O povo de Granja passou este ano por grandes problemas relacionados à enchente inesperada que nos abordou com surpresas desagradáveis e incontroláveis. Várias famílias tiveram que abandonar suas casas e refugiar-se em busca de sobrevivência e abrigo. Foi grande o desespero e estrago, não só material como espiritual. Apesar das injustiças e egoísmo que atingiram a muitas pessoas, ainda existe humildade e solidariedade em grande parte da população. E foi com bastante ajuda e afeto que os desabrigados conseguiram enfrentar essa triste situação e continuar sonhando em busca de dias melhores.
Portanto, não só o problema da enchente, mas qualquer outro obstáculo que surgir na vida do ser humano, deve ser encarada com tranquilidade e esperança, acreditando que depois de cada tempestade nos levantamos com mais esperança em Deus, pois só ELE nos dá força para lutar e vencer as dificuldades da vida.

Luciene da Conceição Silva - Médio C
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ENCHENTE DO RIO COREAU

O Rio Coreaú já teve outras enchentes nos anos anteriores, mas em maio deste ano, ele bateu o recorde. Na madrugada do dia 2(dois) para o dia 03(três) de maio, o rio transbordou, tomando a cidade de Granja e deixando a cidade num verdadeiro caos. Um “circo de horrores”. Famílias desabrigadas perderam seus bens, deixando para trás seus bens materiais e sentimentais. Muitos não puderam salvar seus objetos que passaram anos para conseguir. Em apenas alguns minutos tudo desabou. Ficaram com quase nada. Deram graças a Deus a salvação de suas vidas e de alguns bens. Outros só conseguiram salvar suas vidas. Foi uma cena horrível ver nossas casas, nossos animais, nossos objetos sendo tomados e levados pelas águas. Nós saímos desesperados sem saber o que fazer. Na manhã de domingo a água tomava as ruas próximas ao rio e o bairro Lagoa Grande.
Casas ficaram apenas com a cumeeira de fora e seus donos abrigando-se em escolas e locais públicos; outros se abrigavam nas casas de parentes e amigos. Várias famílias juntas, dormindo juntos, outros nem dormiam preocupados com o que poderia acontecer. Por onde a água passava ia deixando horrores, crateras, inundações, destruição total. A água passou quase duas semanas dentro da cidade, deixando as ruas alagadas, gente desabrigada e sem energia elétrica. Além de tudo isso veio a falta de alimento, energia e água potável. Nós, desesperados, não sabíamos o que fazer. Tínhamos uma única certeza: rezar e pedir a Deus que tudo aquilo passasse em paz. Os jornais só falavam sobre a “enchente de Granja”. A Defesa Civil, por meio de helicóptero, fazia o abastecimento dos desabrigados com cestas básicas, roupas, material de higiene... Foram quase duas semanas de pura adrenalina. Depois que as águas baixaram não sabíamos por onde começar. Tudo destruído, casa, plantas, plantações... Foi muito duro para todos nós, só Deus mesmo para nos ajudar a sair daquele pesadelo e seguirmos em frente.

Luzia Vieira de Sousa - Médio B
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A ENCHENTE

Veio surgindo mansamente,
Destruindo tudo pela frente
Com seu poder arrasador
Causando grande pavor
Em toda nossa gente.

Desde que eu existo
Nunca tinha visto
Algo assim em nosso município
Não sei precisar
Do fato o seu princípio.

Mas posso afirmar
Que foi uma enchente voraz
De destruir toda ou quase toda
Uma cidade era capaz.

Só sei que ela foi capaz
De tirar do povo toda tranquilidade
Foi comovente ver tanta gente
Sendo transportado em canoas
Como foi triste ver a tristeza
No olhar sombrio de nossa gente.

Chega a ser lamentável
Ver nossa cidade inundada
Ver muita gente sem moradia
Perdendo tudo ser ter mais nada

E muita água já rolou
No rio desta cidade
Mas do seu povo não foi capaz
De tirar a força de vontade
Pois é Deus que nos dá força
Para seguir em frente
Ele está com a gente
Quem Nele espera, tudo supera
Inclusive essa tal enchente.

Enchente que causa destruição
Maior é nossa determinação
Granja de novo está de pé
Com as bênçãos de Deus
E de São José.

Jorge - Médio C